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Saúde de Goiânia orienta sobre uso de preservativo no Carnaval

Escrito em 09/02/2018 11:44
Profissionais de saúde visitam áreas comerciais, terminais rodoviários, escolas e shoppings. Camisinhas e folhetos são distribuídos para alertar sobre HIV, Aids, sífilis e hepatites

Para promover a saúde durante o feriado de carnaval, a Prefeitura de Goiânia realiza nesta sexta-feira, 9, atividades de prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). A ação é realizada no setor Central, na região da rua 44 e da rodoviária. Ao longo do dia, serão distribuídos preservativos e folhetos educativos e os participantes receberão orientações sobre teste rápido para HIV, sífilis e hepatites B e C.

Para o período noturno, equipes do Centro de Saúde da Família Condomínio das Esmeraldas estará no Portal Sul Shopping, no setor Jardins Lisboa, região Sudoeste da Capital. Profissionais de saúde também visitaram as escolas estaduais Engenheiro Robinho, na quarta-feira, 7, e Maria de Fátima, na quinta-feira, 8, para alertar a comunidade acadêmica sobre a necessidade do uso de preservativo durante todas as relações sexuais.

Uma parceria da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) com dez empresas de diferentes regiões da cidade já distribuiu cerca de oito mil preservativos e dez mil folhetos educativos para jovens e adultos. 'O objetivo é reforçar o uso da camisinha e levar informações sobre HIV, Aids e hepatites virais', explica a diretora de Vigilância Epidemiológica da SMS, Laura Branquinho.

Com o tema 'Prevenir é Viver o Carnaval #VamosCombinar', o Ministério da Saúde alerta para uso do preservativo durante as festividades. As ações dão continuidade à iniciativa lançada durante o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, em 1° de dezembro. O objetivo é fortalecer as diversas formas de prevenção às ISTs como o HIV/Aids, especialmente junto ao público jovem.

Serviço

Todas as unidades de saúde de Goiânia distribuem preservativos, tanto o masculino, quanto o feminino. No Centro de Testagem e Aconselhamento, localizado no Centro de Referência em Diagnóstico e Terapêutica (CRDT), no setor Norte Ferroviário, são oferecidos testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites B e C. Os exames são realizados gratuitamente em dias úteis e em horário comercial.

Apesar da camisinha ser a melhor maneira de se prevenir a infeção pelo HIV, em casos de situações inesperadas, em que há relação sexual de risco, a SMS oferece a chamada Profilaxia Pós-Exposição nos Cais Cândida de Morais, Novo Mundo, Guanabara, Campinas e Chácara do Governador. 'Caso a pessoa esqueça ou se há rompimento do preservativo, a orientação é procurar o mais rápido possível um dos locais que dispões do serviço para receber uma medicação que ajuda a prevenir uma possível infecção', explica Laura Branquinho.

Dados

Desde o ano de 2007 até junho de 2016 foram diagnosticados e notificados em Goiânia 2.682 casos de Aids em indivíduos adultos (maiores de 13 anos de idade). A taxa de detecção de Aids em adultos no ano de 2016 foi de 10,8 casos por 100.000 habitantes e no ano de 2017 até junho esta taxa foi de 2,7 casos por 100.000 habitantes. Essa diminuição está possivelmente associada à maior disponibilidade de locais para testagem para diagnóstico do HIV e também uma melhor oferta de tratamento imediato com antirretrovirais, fazendo com que os sinais e sintomas da doença sejam retardados e que a pessoa vivendo com HIV tenha uma melhor qualidade de vida.

Para cada mulher com aids no ano 2016 houve 3,6 homens com aids e no ano de 2017, até o mês de junho, houve 3,9 casos de aids em homens para cada mulher com aids. A faixa etária predominante de casos de aids é dos 30 aos 39 anos. Cerca de 97% dos casos de aids teve como modo de transmissão a via sexual. Nos anos de 2016 e 2017 não houve casos de aids em crianças menores de 5 anos em Goiânia. Este fato se deve ao diagnóstico precoce, acompanhamento durante o pré-natal, profilaxia com antirretrovirais no momento do parto e acompanhamento dos recém-nascidos por até 18 meses.

No caso da sífilis a preocupação é nacional com o aumento de casos em todo Brasil. Em Goiânia o aumento é identificado a partir de 2015, ano em que houve dificuldade no abastecimento da penicilina na rede farmacêutica (medicamento de primeira escolha para tratamento da sífilis e o único que previne a transmissão congênita da doença).

Pedro Ferreira, da editoria de Saúde
Foto: Divulgação


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