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Prefeitura de Goiânia abre amanhã o 8° Festcine

Atualizado em 17/07/2017 14:11
Primeira mostra do festival presta homenagem ao cineasta goiano Luiz Eduardo Jorge, falecido em maio deste ano

A 8ª edição do FestCine Goiano, festival de cinema realizado pela Prefeitura de Goiânia, com o apoio da Secult, começa nesta terça-feira (18), com mostra de filmes do cineasta goiano Luiz Eduardo Jorge, falecido em maio deste ano. Serão 10 filmes consagrados do documentarista, que ficarão em cartaz até dia 31 de julho no Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro, com sessões diárias às 12h30, 15h e 20h, com entrada gratuita.

A abertura oficial do evento será às 19h30, com exibição do curta “Krakö, Os Filhos da Terra”, e batismo da sala de projeção do Centro Cultural, que passa a se chamar Sala de Cinema Luiz Eduardo Jorge.  

A programação do Festcine Goiânia segue até 15 de dezembro, com exibição de filmes em mostras especiais, lançamentos, oficinas, palestras e homenagens. Os próximos eventos serão divulgados no site do festival www.festcinegoiania.com .

Histórico
A produtora executiva e diretora geral do festival, Débora Tôrres, conta que o Festcine já nasceu como o maior festival de premiação de cinema do Brasil, com um total de R$ 171 mil em prêmios. No ano seguinte, perdeu a posição apenas para o Festival de Brasília, o mais tradicional do País. Em 2007, com o surgimento do Festival de Cinema de Paulínia, com mais de R$ 5 milhões por ano, o evento goiano passou para a terceira posição em premiação de mostras competitivas cinematográficas.

Nos sete anos de festival foram R$ 2,445 milhões em premiações, sendo R$ 1,3 milhões destinados para produções goianas. Ao todo, foram exibidos 89 longas metragens brasileiros e 121 curtas goianos de ficção, documentário e animação, 247 vídeos universitários e 125 vídeos caseiros  nas mostras competitivas do festival, que também estimulou a produção de 30 curtas através de edital que precedia o festival . “Neste ano não teremos a mostra competitiva, mas a ideia é debater com a classe um novo formato, para resgatar toda essa grandiosidade, atendendo também a demanda que surgiu neste período de paralisação, como um anseio por uma mostra competitiva também para os longas goianos”.

O Festcine realizou mais de 82 oficinas para a classe e escola municipais  em suas edições, com a finalidade de capacitar tecnicamente interessados no “fazer cinematográfico”, leigos, cineastas, universitários e alunos da Rede Municipal de Ensino, que geraram uma produção total de 145 vídeos escolares.  

O festival também contemplou o lançamento de mais de 30 livros com temáticas cinematográficas, além de outros eventos paralelos as mostras, como Encontros Nacional, Estadual e Regional do Congresso de Cinema Brasileiro, Cineclubes e ABDs, conferência do Sindicato de Cinema, palestras e debates.

 
Serviço:
8º Festcine Goiânia – Edição Especial 2017
Abertura oficial com exibição do curta “Krakö, Os Filhos da Terra”
Dia  18 de julho de 2017.
Horário: 19h30
Local: Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro (Rua 3, esquina com Rua 9, Centro)
Entrada franca

Mostra Homenagem In Memoriam de Luiz Eduardo Jorge (Parceria com a PUC Goiás)

De 18 a 31 de julho de 2017.

Programação: 

19 DE JULHO

12h30   KRAKÖ, OS FILHOS DA TERRA    

15h00   KRAKÖ, OS FILHOS DA TERRA    

20h00   BUBULA, O CARA VERMELHA

20 DE JULHO

12h30    BUBULA, O CARA VERMELHA

15h00     BUBULA, O CARA VERMELHA

20h00  PASSAGEIROS DA SEGUNDA CLASSE                

21 DE JULHO

12h30    PASSAGEIROS DA SEGUNDA CLASSE

15h00     PASSAGEIROS DA SEGUNDA CLASSE

20h00    ANTECIPANDO O ABSURDO             

22 DE JULHO

12h30    ANTECIPANDO O ABSURDO

15h00     ANTECIPANDO O ABSURDO

20h00    CÉSIO 137: O BRILHO DA MORTE                

23 DE JULHO

12h30    CÉSIO 137: O BRILHO DA MORTE                

15h00     CÉSIO 137: O BRILHO DA MORTE                

20h00    VERMELHO NEGRO                

24 DE JULHO

12h30    VERMELHO NEGRO                

15h00     VERMELHO NEGRO                

20h00    VENTOS DA HISTÓRIA

25 DE JULHO

12h30    VENTOS DA HISTÓRIA

15h00     VENTOS DA HISTÓRIA

20h00    ROSA, UMA HISTÓRIA BRASILEIRA

26 DE JULHO

12h30    ROSA, UMA HISTÓRIA BRASILEIRA

15h00     ROSA, UMA HISTÓRIA BRASILEIRA

20h00    SUBPAPÉIS

27 DE JULHO

12h30    SUBPAPÉIS      

15h00     SUBPAPÉIS

20h00    CAVALHADAS

28 DE JULHO

12h30    CAVALHADAS

15h00     CAVALHADAS

20h00    PASSAGEIROS DA SEGUNDA CLASSE

29 DE JULHO

12h30    VERMELHO NEGRO

15h00     ANTECIPANDO O ABSURDO

20h00    CÉSIO 137: O BRILHO DA MORTE

30 DE JULHO

12h30  OS VENTOS DA HISTÓRIA 

15h00     SUBPAPÉIS

20h00    Rosa, uma história brasileira

 31 DE JULHO

 12h30    PASSAGEIROS DA SEGUNDA CLASSE

 15h00     BUBULA, O CARA VERMELHA

 20h00    KRAKÖ, OS FILHOS DA TERRA

 Sobre os filmes da Mostra:

KRAKÖ, OS FILHOS DA TERRA

Ficha técnica:

Documentário – 18’ – 16mm – Color -  Brasil - 1993

Direção: Luiz Eduardo Jorge

Produção: IBRACE

Co-Produção: Comunidade Indígena KRAHÖ

Sinopse 
O filme narra antropologicamente o cotidiano dos índios KRAHÖ, suas experiências culturais e históricas. Aborda a dualidade vida/morte, história/violência e sobrevivência, com base na retomada da discussão sobre o processo migratório e o massacre sofrido em 1940 e dos rituais PORTI e do POR’KAHOK . O PORTI marca a passagem da estação chuvosa para a estação seca e, simultaneamente, a passagem do governo da aldeia entre as metades sazonais KATAN’JÊ, que governa a estação chuvosa e a WAKMÊ’JÊ que governa a estação seca. O POR’KAHOK é uma cerimônia pós-funerária que ocorre após meses de luto,  na qual os parentes do falecido celebram de modo intenso as últimas homenagens ao MÊKARON (espírito) e, especialmente, finalizam o luto. Este ritual marca o momento em que o falecido passará, definitivamente, segundo as crenças KHAHÖ, a habitar a sociedade dos mortos.

 BUBULA, O CARA VERMELHA

Ficha técnica:

Documentário – 27’ – 16mm – Color/  P&B – Brasil – 1994

Direção- Luiz Eduardo Jorge

Argumento e Roteiro – Luiz Eduardo Jorge

Produção –IGPA/UCG

Direção de Produção: Sérgio Martinelli

Fotografia: Eduardo Guimarães e Vicente Rios

Imagens de arquivo: Jesco Von Putkamer

Sinopse
O filme mostra, em metanarrativa, a trajetória histórica da documentação do cineasta e fotógrafo Jesco Von Putkamer durante quatro décadas na Amazônia Brasileira, com registros inéditos dos sertanistas irmãos Vilas Boas nos primeiros contatos de “atração” com povos indígenas isolados.

PASSAGEIROS DA SEGUNDA CLASSE

Ficha Técnica:

Documentário – 21’ – 16mm – P & B – Brasil - 2001

Direção: Luiz Eduardo Jorge, Kim-Ir-Sem, Waldir de Pina

Roteiro: Luiz Eduardo Jorge

Fotografia: Kim-Ir-Sem, Waldir de Pina

Edição – Roberto Pires

Som direto – Waldir de Pina

Direção de arte: Luiz Eduardo Jorge

Sinopse
PASSAGEIROS DA SEGUNDA CLASSE  é um olhar cinematográfico humanizado no interior de um espaço manicomial, Hospital Psiquiátrico Prof. Adauto Botelho, onde os pacientes segregados são submetidos ao abandono, eletrochoque e miséria absoluta, sendo transformados em verdadeiros lixos humanos. O filme foi rodado em 1986 e finalizado em 2001, mas a sua primeira versão  foi disponibilizada e divulgada pela movimento antimanicomial.

ANTECIPANDO O ABSURDO

Ficha Técnica:

Documentário – 5min45seg. – Digital – Color – Brasil – 2001

Direção – Luiz Eduardo Jorge

Fotografia – Gel Messias

Consultoria científica – Júlio de Oliveira Nascimento

Edição – Tiago Mendonça e Pedro Leal

Sinopse
Mostrando o interior de um presídio de segurança máxima em Goiânia, o filme denuncia a decisão do Estado de inaugurá-lo como Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico, em 2000. ANTECIPANDO O ABSURDO foi peça fundamental para o reconhecimento das autoridades e mobilização da opinião pública que culminou com a interdição do Hospital de Custódia em 2001. O filme engaja-se na luta política da Psicologia brasileira em torno do tema “ medida de segurança máxima não pode se tornar prisão perpétua”. Associando imagens em plano sequência das grades e dos muros a gemidos e gritos reais colhidos de pacientes internos de um extinto Hospital Psiquiátrico, o filme mostra o que seria a agonia de seus futuros ocupantes, daí o título “Antecipando o Absurdo”.

CÉSIO 137, O BRILHO DA MORTE

Ficha Técnica:

Documentário – 24’ – Digital – Color – 35mm – Brasil - 2003

Direção e Roteiro: Luis Eduardo Jorge

Produção Executiva: Laura Pires

Edição: Laura Pires, Luis Eduardo Jorge

Som Direto: Wesley Paulino de Melo

Pesquisa de Imagens: Ana Claúdia

Assistente de Produção: Bruno Jorge de Souza, Fernanda Elisa C. P. Rezende

Argumento: Luis Eduardo Jorge

Assistente de edição: Emerson Messias

Still: Fernanda Elisa C. P. Rezende

Pesquisa: Fernanda Elisa C. P. Rezende, Luis Eduardo Jorge

Direção de Fotografia: Gel Messias

Mixagem: Yussef Najar Jorge

Edição de Imagens: Tiago Mendonça de Souza

Seleção Musical: Rodrigo Jorge Barroso, Thiago Jorge Barroso, Yussef Najar Jorge

Consultoria: Eliza Borges Nascimento, João Moraes Aragão, Júlio Nascimento

Estagiários: Gilberto David Filho, Gustavo de Barros Bedran, Raysa Pires

Sinopse
O filme CÉSIO 137, O BRILHO DA MORTE registra o relato das vítimas do acidente radioativo com o Césio 137, ocorrido em Goiânia, revelando 15 anos de medo, pânico, dúvida, discriminação, segregação e morte de vítimas do maior acidente radiológico do mundo, com danos irreversíveis a vidas humanas e ao meio ambiente.

VERMELHO NEGRO

Ficha técnica:

Documentário – 22’- Digital – Color – Brasil – 2005

Direção- Luiz Eduardo Jorge

Pesquisa e Produção – Elianda Figueiredo Arantes Tiballi

Fotografia – Gel Messias

Montagem e Edição – Juliana Corso

Sinopse
Um filme documentário que registra a sabedoria, a arte e o modo de vida de carvoeiros que, em condições subumanas, produzem o carvão vegetal. São relatos de vida e de esperança e, ao mesmo tempo, uma denúncia do trabalhador que olha o espectador através da câmera e, neste olhar que revela a sua humanidade e a condição do excluído.

VENTOS DA HISTÓRIA

Ficha Técnica:

Documentário - 80’- Beta/Digital – Color - Brasil -  2005.

Direção: Luiz Eduardo Jorge

Pesquisa e Roteiro: Luiz Eduardo Jorge e Elianda F. A. Tiballi

Produção e Cenografia: Elianda F. A. Tiballi e Izildinha G. L. Figueiredo

Fotografia: Waldir de Pina e Adriana Andrade

Direção de Fotografia: Waldir de Pina

Som direto: Fernando Cavalcante

Trilha sonora – Cine Music Group

Montagem: Aline Nobrega

Edição e finalização: Juliana Corso

Figurino: Izildinha G. L. Figueiredo

Sinopse
VENTOS DA HISTÓRIA é uma produção cinematográfica documental permeada por cenas épicas das lembranças do cotidiano, dos sentimentos e das crônicas vividas e guardadas na memória centenária dos habitantes de Palmeiras de Goiás. As narrativas de alguns antigos moradores do município são cenas que sopram como vento que limpa a superfície, revelando o lastro da história que deu origem à cidade e sustentou a trama cultural de seus habitantes.

ROSA, UMA HISTÓRIA BRASILEIRA

Ficha Técnica:

Documentário – 24’ – Digital - Color/P&B – Brasil – 2009

Direção: Luiz Eduardo Jorge

Produção: Frederico Mael, Nilson Monteiro Néri

Fotografia: Januário Leal, Taquinho, Diogo Garcia

Montagem: Frederico Mael, Maria Najar Jorge

Sinopse
O filme retrata a história de uma mulher guerreira e humana que aos 18 anos de idade integra-se à militância política contra o regime militar brasileiro nos anos de 1960. Movida por justiça e igualdade social e, mesmo depois de tanta violência sofrida, manteve-se íntegra e vitoriosa em seus ideais diante do processo que fez desaparecer vários personagens da história brasileira.

SUBPAPÉIS

Ficha técnica

Documentário – 18’ – Digital – Color – Brasil – 2008

Direção e Roteiro: Luiz Eduardo Jorge

Assistente de Direção: Mariana Najar Jorge

Pesquisa e Produção: Elianda Figueiredo Arantes Tiballi

Assistente de Produção: Frederico Mael

Fotografia: Januário Leal

Montagem e Edição: Juliana Corso

Sinopse
SUBPAPÉIS é um mergulho nas profundezas da reciclagem do lixo urbano, através do trabalho desumano, que resgata o meio ambiente dando vida ao mundo do consumo. Na contradição da desigualdade social o mercado de objetos reciclados revela o “subpapel” que cabe ao “catador de papel” que trabalha recolhendo lixo nas ruas.

 

CAVALHADAS

Ficha Técnica

Documentário - 48’- Beta/Digital – Color - Brasil -  20013.

Direção: Luiz Eduardo Jorge

Roteiro: Hélio de Figueiredo Arantes

Roteiro Adaptado: Luiz Eduardo Jorge e Elianda F. A. Tiballi

Produção: Elianda F. A. Tiballi

Fotografia e Câmera: Waldir de Pina e Adriana Andrade

Som Direto: Fernando Cavalcante

Edição: Juliana Corso

Sinopse
CAVALHADAS é uma produção cinematográfica que documenta os bastidores, o enredo e o brilho da encenação teatral de uma expressiva tradição cultural brasileira herdada de Portugal e Espanha. As Cavalhadas representam as Cruzadas, movimento militar desencadeado na transição dos séculos VII e VIII para a expansão do Império Cristão na guerra contra os Mouros e sua conversão ao cristianismo, sob o comando do Imperador Carlos Magno.  Esta tradição surgiu no Brasil-Colônia no decorrer do século XVII e foi difundida, principalmente, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil e, desde então, esta manifestação cultural tornou-se um grande acontecimento popular, envolvendo estas regiões no sentimento de pertença e de identidade com as origens, a história e a cultura brasileira.

Janda Nayara, da editoria de Cultura


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