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Tratamento de vítimas de acidentes de trânsito chega a R$ 1,5 mil por dia

Atualizado em 18/09/2017 18:12
Na abertura da Semana Nacional do Trânsito, SMS divulga análise dos acidentes ocorridos em Goiânia em 2016. Maior parte das mortes ocorre na Perimetral Norte, Marginal Botafogo, T-9 e Avenida Eli Alves Forte, aponta pesquisa

Acidentes de trânsito provocaram 228 mortes em Goiânia no ano de 2016. A maioria delas ocorreu na Perimetral Norte, Marginal Botafogo, T-9 e Avenida Eli Alves Forte, aponta pesquisa divulgada pela Prefeitura de Goiânia, por meio das secretarias de Saúde (SMS) e de Trânsito, Transporte e Mobilidade (SMT). A divulgação dos dados sobre mortes em acidentes automotores marca a abertura da Semana Nacional do Trânsito, que desta segunda-feira, 18, até o próximo dia 25 coloca na agenda do país discussões sobre a responsabilidade individual no trânsito e a importância da segurança viária. Consciência que poderia ter evitado 126 óbitos de motociclistas (55%), 51 pedestres (22%), 13 ciclistas (6%) e de 38 outros cidadãos que perderam a vida no trânsito de Goiânia no ano passado.

“A prevenção é muito simples. Usar o cinto de segurança não custa nada. Não dirigir embriagado não custa nada. Respeitar os limites de velocidade. No entanto, as consequências dos acidentes de trânsito são muito grandes. Só quem teve a perda de uma pessoa no trânsito sabe o quanto isso é duro, principalmente pela consciência de que a prevenção depende de cada um de nós”, pondera o superintendente de Vigilância em Saúde, Robson Azevedo. A maioria das vítimas fatais, 85%, é do sexo masculino, residente em Goiânia, 74%; com idades entre 30 e 39 anos, 24%; 20 e 29 anos, 23%; 40 e 49 anos, 14%.

A colisão foi o tipo mais comum de acidente com vítima fatal em 2016, 23%. Em seguida aparecem choque, 20%, abalroamento, 21%; atropelamento, 22%; capotamento, 2%. Outros tipos somam 12%. GO-060, GO-462 e GO-070, respectivamente, saída para Trindade, Nova Veneza e Goianira, além da BR-153, também integram a lista de locais onde mais ocorreram esses tipos de acidentes. Alta velocidade, transitar em local proibido (ambos com taxa de 17%), dirigir sem carteira de habilitação (16%), não respeitar o sinal vermelho do semáforo e/ou a preferência (15%) estão entre as condutas de risco mais identificadas em Goiânia. Fatores de gravidade potencializados pela falta de cinto de segurança (53%) e ausência de capacete (15%).

Das vítimas que não resistiram, 55% morreram no local do acidente e 45% após até 30 dias tratamento médico. “O trânsito tem um custo financeiro muito alto para o poder público. Um paciente com grandes traumas custa mais de R$ 1,5 mil por dia no sistema de saúde público ou privado. Além disso, há o custo com a Previdência Social, que tem mostrado números altíssimos. Essas pessoas são jovens e de uma hora para outra passam a fazer parte do sistema previdenciário. Mas o maior custo é o social. Isso não tem preço. Quanto custa para um mãe perder um filho, para uma esposa perder um marido, para um filho perder um pai? É um cenário muito duro”, acrescenta. A divulgação dos números, segundo Robson, visa mostrar a sociedade a importância da direção defensiva, com segurança, para reduzir o número de mortes.

Os condutores são maioria entre os óbitos: 64%. Depois estão os pedestres, 22%; ocupantes do veículo, 11%; e ignorado, 3%. A maior parte dos acidentes acontece às 19h30 e às 17h30. A menor quantidade de registros ocorreu às 5h50. No período noturno ocorre 33% dos acidentes, no matutino 29%, no vespertino 22% e na madrugada 16%. Análise dos acidentes por dia da semana aponta que acontece no sábado, 19%, e no domingo, 17%, a maioria deles. Na quarta-feira registra-se, em média, 14% dos acidentes; na quinta e sexta-feira 13%; segunda e terça, 12%. Já na avaliação dos meses, Goiânia registra mais acidentes em outubro e março, 12%; setembro, 11%; maio, 10%; agosto e julho, 9%.

“Os números são assustadores e não podem ser desconsiderados. É como se quase dois aviões de grande porte tivessem caído em Goiânia em 2016. As medidas estão sendo tomadas e serão ainda mais intensificadas. Precisamos reduzir esses números. A preocupação do prefeito Iris Rezende é muito grande em relação a isso”, diz o secretário municipal de trânsito Fernando Santana. Segundo ele, a pesquisa realizada pelo projeto Vida no Trânsito, que existe na SMS desde 2012, vai ajudar no planejamento estratégico da SMT. Até o dia 28, a pasta coordenada por Fernando Santana tem agenda específica para a campanha nacional que este ano tem como tema “Minha escolha faz a diferença no trânsito”.

Giselle Vanessa Carvalho, da editoria de Saúde







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