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'Goiânia precisa diminuir sua produção de lixo', diz Iris Rezende

Atualizado em 13/11/2017 16:22
Prefeito revelou que há estudo para implementar ações a fim de conscientizar a população sobre a produção do lixo e a responsabilidade com meio ambiente




O prefeito de Goiânia, Iris Rezende, disse na manhã desta segunda-feira, 13, ao assinar convênio para adquirir nova usina de asfalto, que está estudando novas formas de sensibilizar a população a ajudar Goiânia a produzir menos lixo. A expectativa da Prefeitura é conscientizar sobre a importância da separação, reciclagem e uso consciente dos recursos naturais e produção de resíduos.

De acordo com dados do estudo 'Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, divulgado no ano passado, o goianiense produz 0,966 kg de lixo por dia, quantidade parecida com a média do Brasil que é de 1,040 kg por habitante. Brasília é a campeã, com 1,5 kg de resíduos coletados por dia, seguida do Rio, com 1,4 kg/dia, e São Paulo, com 1,2 kg/dia.

Os números são ainda mais assustadores quando levamos em conta que o país já está no mesmo patamar da Europa na produção de resíduos, mesmo tendo uma renda per capita quatro vezes menor. “Se por um lado o Brasil produz tanto lixo quanto a Europa, infelizmente o mesmo não se verifica sobre a reciclagem, enquanto eles superam 50%, faturando 1% do PIB, o Brasil perde 120 bilhões por ano, com taxas abaixo de 5% de reciclagem”, destaca o presidente da Agência de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos de Goiânia (ARG), Paulo César Pereira.

Em 10 anos, Goiânia passou a produzir 2,5 kg a mais de lixo por mês. O volume médio mensal, que era 26,1 quilos, em 2007, passou para 28,90 quilos no ano passado. São 35 mil toneladas de lixo por dia, em que boa parte vai para o Aterro Sanitário, que já está com a capacidade operando próximo de 80%.

Fundado em 1993, possui cerca de 450 metros quadrados e recebe em média 45 mil toneladas de resíduos sólidos por mês. De acordo com a Comurg, uma rede de alta tensão, ao lado do aterro, tem impedido a expansão do destino do lixo recolhido na Capital. “Temos hoje mais ou menos três anos de capacidade do aterro, com a rede. Ela está do lado do aterro, em cima da parte de extensão”, alerta o presidente da Companhia, Denes Pereira.

A produção per capta, aliada à falta de conscientização de grandes geradores, aumentou em 25% o descarte de lixo no aterro na última década. “Só 40% do resídulo é seco e reciclável. A outra parte é de orgânico, que precisa ir pra compostagem”, disse Denes.

O presidente da Companhia endossa a importância do debate. “Precisamos do cidadão neste lugar para ampliar a reciclagem, a separação passa por cada um de nós ainda na residência. A questão vai muito além da coleta, mas é, sobretudo, a destinação” concluiu.

Taxa do Lixo
Ao comentar sobre a cobrança pelo excesso de produção dos chamados 'grandes geradores de lixo', o prefeito não descartou uma nova forma de cobrança. “Cada família, cada casa, cada prédio, cada apartamento poderá pagar em seu imposto uma pequena taxa do lixo para ajudar a manter esse serviço', disse aos jornalistas. Iris acrescentou que Goiânia é a única Capital do país que não instituiu a taxa do lixo para resolver o problema da limpeza.

Cidades que instituíram a taxa reduziram em até 10% a produção doméstica de resíduos. A medida visa incentivar a reciclagem do lixo. O Flamboyant Shopping Center aumentou em 47% a reciclagem neste ano, em comparação com o ano anterior, quando entrou em vigor o decreto da Prefeitura que determinou aos grandes geradores de lixo a gestão e o transporte de seus resíduos sólidos.

Ambientalistas e gestores defendem que cada cidadão seja responsável em gerenciar seu próprio lixo. “Está comprovada que a taxa gera resultados positivos para as pessoas e empresas que conseguem receitas com a reciclagem e o meio ambiente também saem ganhando com a diminuição da produção de lixo”, acredita Paulo César Pereira.

Antônio Bento, da Diretoria de Jornalismo



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