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Maioria dos focos do mosquito Aedes aegypti está nas residências

Escrito em 08/06/2018 16:26
Entre os principais recipientes estão vasos de plantas, ralos de banheiros e bebedouros de animais



Mapeamento realizado pela Prefeitura de Goiânia revela que grande parte dos criadouros do mosquito Aedes aegypti está nas residências. Os agentes de endemias que visitaram casas de todas as regiões, no mês de maio, identificaram uma mudança no perfil dos locais que acumulam água e favorecem a proliferação do vetor.

“Durante o período de chuvas mais intensas, encontrávamos uma grande quantidade das larvas em lixos deixados pela população a céu aberto, hoje isso mudou”, afirma o biólogo da diretoria de Vigilância em Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia, Welington Tristão.

O levantamento mostra que os criadouros têm sido encontrados com maior frequência dentro das casas. O campeão tem sido os vasos de plantas onde a água acaba se acumulando nos famosos pratinhos que se transformam em ambiente propícios para o mosquito procriar.

Além dos vasos de plantas, outros locais apontados pelo levantamento são bebedouros de animais, ralos de banheiros e vasos sanitários. Em todos esses lugares foram identificadas com muita frequência as larvas do mosquito. Os agentes também encontraram focos do mosquito Aedes aegypti em materiais descartáveis, pneus, piscinas e utensílios como baldes e tambores, que são usados para armazenar água.

Dona Francisca, moradora do Residencial Estrela Dalva, cuida de uma grande variedade de plantas na residência dela. A dona de casa garante que toma todo cuidado na hora de regar as plantas para que não fique água empossada. 'A gente tem que cuidar da família da gente primeiro, né?” pergunta, sorrindo, e continua explicando como faz para evitar o mosquito da dengue. “Então eu furo meus vasos e aí num fica água dentro, só a terra que fica molhada mesmo. A gente tem que pensar que tem filhos, que tem netos que podem pegar uma doença”, observa.

Este ano foram notificados 19.970 casos de dengue em toda Goiânia e três deles evoluíram para óbito. O levantamento atual mostra que as larvas do mosquito Aedes foram encontradas em 0,56% das residências, índice bem abaixo do aceitável pelo Ministério da Saúde, que classifica como satisfatório os valores até 0,99%. Desde o começo do ano até agora foram registradas 51 notificações de casos suspeitos de Chikungunya e 280 do vírus Zika.

Durante as visitas, os agentes de endemias orientam a população sobre a conduta correta para evitar que suas casas se tornem criadouros do mosquito e pedem que ajude a conscientização dos vizinhos. “Quanto mais pessoas atentas menos Dengue, Chikungunya e Zika vamos ter. É inadmissível que ainda tem gente que deixa pratinhos de plantas cheios de água”, afirma o biólogo da SMS.

Lucas Lima, da editoria de Saúde
Foto: Anna Lucia Almeida



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